Pequena homenagem a um grande Poeta

RESPOSTA A LEMINSKI

               “vida e morte
                amor e dúvida
               dor e sorte
                quem for louco
                  que volte”
                                                  (Paulo Leminski)

Volte?

Pra onde?

Pois sou

Um louco

Sem sorte.

Ou será

Que tenho?

Sou vivo,

Louco,

Amante.

Que só

Não morre

De dor

Por ser

Um louco

Lúcido.

Paulo Leminski,um dos grandes poetas do Paraná e do Brasil, recebeu esta homenagem escrita em 2004, além de uma forma de homenagear, esse poema expressa outros pensamentos e sentimentos. Ele também estará no meu primeiro livro, “Insanidade lúcida”, que será lançado em breve.

Pequena contribuição sobre a História e o Historiador

 

Neste texto, colocarei uma pequena contribuição que um dos grandes da literatura brasileira, se não o maior, Carlos Drummond de Andrade nos deixou sobre o Historiador e o seu trabalho com a História. Drummond traz um interessante pensamento com relação ao papel e à função da História na sociedade e no mundo e, consequentemente do ofício do Historiador, sua importância ou não e suas características. Aproveite a leitura do mestre Drummond.

 

Historiador

Veio para ressuscitar o tempo
e escalpelar os mortos,
as condecorações, as liturgias, as espadas,
o espectro das fazendas submergidas,
o muro de pedra entre membros da família,
o ardido queixume das solteironas,
os negócios de trapaça, as ilusões jamais confirmadas
nem desfeitas.

Veio para contar
o que não faz jus a ser glorificado
e se deposita, grânulo,
no poço vazio da memória.
É importuno,
sabe-se importuno e insiste,
rancoroso, fiel.

Carlos Drummond de Andrade, do livro “A Paixão Medida”

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Compartilhando em parte com o pensamento do poeta sobre a função do historiador, um dos grande historiadores do século XX, o inglês Peter Burke disse “A função do historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer”, a sociedade quer esquecer dela mesma, quer viver o presente e mais ainda o futuro, sem entender o presente ou ainda compreender como chegou a este presente, o passado nos traz essa compreensão e a sociedade tende a negá-lo, inventando sua própria compreensão segundo a conveniência, apesar da humanidade como um todo nos levar ao passado constantemente, isto posto, o filósofo alemão Engels nos lembra que “o fator em última análise determinante da história é a produção e a reprodução da vida imediata”, ou seja o presente e a compreensão dele é que nos faz buscar a História, assim como explicita Boris Fausto, historiador brasileiro.

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