Educação Patrimonial no Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Pinhais – PR

A cidade de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é a menor do Paraná em extensão territorial, cerca de 60 km², possui mais de 128.000 habitantes[1], teve sua emancipação do município de Piraquara em 20 de março de 1992, mas a formação do povoado e o desenvolvimento da região se deram desde o final do século XIX e ao longo do século XX, principalmente em torno da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá e da estação ferroviária “Pinhaes”, também em torno da Indústria Cerâmica Weiss, da fábrica de cimento Portland Paraná e igrejas. Com uma população formada ao longo do tempo por famílias de diversas origens atraídas pela proximidade com Curitiba, pela ferrovia, pela cerâmica, enfim, variadas formas de expressões culturais convivendo e consequentemente legando obras, lugares, ideias, saberes, etc.

Entre 1998 e 1999 foi criado o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Pinhais com o objetivo de deliberar, opinar, avaliar, auxiliar, acompanhar as políticas públicas relacionadas a preservação do patrimônio histórico, cultural e natural do município[2], esse conselho se reúne uma vez por mês, em todas as reuniões são discutidas formas de preservação da história e da cultura da cidade, algumas das discussões se referem a locais, objetos, acervos, atividades de relevância histórica e cultural em Pinhais. Visto que o conselho, em certa medida, é tido como um “órgão” representativo, pleno de conhecimento, certo nos conceitos e identidades que definem o povo e a cidade, como o discurso competente exposto por Chaui[3], poderia se pensar não haver a necessidade de ações de educação patrimonial nesse contexto. Porém, a composição do conselho favorece a participação de pessoas que, não raro, possuem pouco conhecimento da questão de preservação do patrimônio cultural, tem pouco ou nenhum contato com educação patrimonial e, portanto, há uma junção de opiniões e conflitos, “o que para uns é patrimônio, para outros não é” [4].

Tendo esse quadro como predominante, e a partir das discussões ocorridas ao longo das reuniões mensais, foi marcada uma reunião para ocorrer durante o trajeto da Linha Pinhais Turismo, projeto turístico da prefeitura de Pinhais contando com visitas monitoradas, mas nesse caso, foram feitas adaptações ao trajeto para atender às intenções do conselho de discutir tombamento, inventário do patrimônio cultural, e outras formas de preservação com base nas descidas em pontos estratégicos, registros fotográficos dos locais de interesse como, por exemplo, a igreja matriz, a estação ferroviária, o Rio do Meio, uma capela na área rural do município entre outros.

O próximo passo foi debater o que foi visto, as condições dos locais, a importância de cada lugar, as impressões de cada conselheiro e os possíveis procedimentos de preservação a serem adotados. Neste processo, assim como durante o trajeto, afloraram vários aspectos de identificação dos conselheiros com os locais, os caminhos percorridos, as paisagens vistas e também a relação com a memória individual de cada pessoa assim como da memória coletiva dos grupos sejam eles a família, o grupo religioso, escolar etc. ficou evidente, principalmente a luz da discussão que faz Pollak[5]. Isso fez com que todos pudessem perceber que as similaridades e as diversidades expressas apenas contribuem mais para a formação da memória coletiva, da história e da identidade da cidade de Pinhais, relação também proposta por Tamaso[6].

Esta ação não teve seu fim, e o intuito é não tê-lo, visto que as ações de preservação no município precisam ser pautadas e mais do que isso dialoguem com ações de educação patrimonial que devem ser contínuas, específicas, direcionadas, diversificadas, mas principalmente, é preciso que um grupo como o conselho municipal do patrimônio histórico e cultural seja o agente transformador da realidade de uma cidade onde não se tem a conscientização e nem a preocupação com o patrimônio cultural.

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Referências

CHAUI, Marilena. O discurso competente. In: Cultura e Democracia: o discurso competente e outras falas. São Paulo: Cortez, 2000.

Decreto 1069/2010, Regimento Interno do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Pinhais, disponível em https://leismunicipais.com.br/a1/pr/p/pinhais/decreto/2010/107/1069/decreto-n-1069-2010-aprova-o-regimento-interno-do-conselho-municipal-de-patrimonio-historico-cultural-cmph?q=patrimonio%20historico. Acesso em 31 ago 2016.

FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C. A. O patrimônio, do indivíduo à coletividade. In: Patrimônio Histórico e Cultural. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 10.

IBGE, Estimativa populacional de 2016, disponível em: ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2016/estimativa_dou_2016.pdf. Acesso em 31 ago 2016.

MARTINS, Anderson G. Hoch. Pinhais, Tijolo por Tijolo: a relação da Cerâmica Weiss com o lazer dos trabalhadores da cidade de Pinhais: 1920 – 1940. Curitiba: UTP, 2010. (TCC)

POLLAK, M. Memória e identidade social. Estudos Históricos, v. 5, n.10, 1992.

TAMASO, Izabela M. Por uma distinção dos patrimônios em relação à história, à memória e à identidade. In: PAULA,  Zueleide; MENDONÇA, Lúcia; ROMANELLO, Jorge (orgs). Polifonia do patrimônio. Londrina: EDUEL, 2012.

[1] Estimativa do IBGE de 2016, disponível em: ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2016/estimativa_dou_2016.pdf. Acesso em 31 ago 2016.

[2] Decreto 1069/2010, Regimento Interno do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Pinhais, disponível em https://leismunicipais.com.br/a1/pr/p/pinhais/decreto/2010/107/1069/decreto-n-1069-2010-aprova-o-regimento-interno-do-conselho-municipal-de-patrimonio-historico-cultural-cmph?q=patrimonio%20historico. Acesso em 31 ago 2016.

[3] CHAUI, Marilena. O discurso competente. In: Cultura e Democracia: o discurso competente e outras falas. São Paulo: Cortez, 2000.

[4] FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C. A. O patrimônio, do indivíduo à coletividade. In: Patrimônio Histórico e Cultural. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 10.

[5] POLLAK, M. Memória e identidade social. Estudos Históricos, v. 5, n.10, 1992.

[6] TAMASO, Izabela M. Por uma distinção dos patrimônios em relação à história, à memória e à identidade. In: PAULA,  Zueleide; MENDONÇA, Lúcia; ROMANELLO, Jorge (orgs). Polifonia do patrimônio. Londrina: EDUEL, 2012.

 

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PENSO LOGO LEIO! LEIO LOGO PENSO! Nº 4

Um romance muito interessante e que, realmente me chamou a atenção!

O livro “Paris no Século XX” de Júlio Verne, escrito em 1863, é um romance antecipador, no qual o autor projeta para o ano de 1960 a sociedade parisiense do seu tempo.

O panorama descrito no livro é entremeado de humor cáustico e surpreende-nos do começo ao fim pela sua atualidade, sobretudo do ponto de vista do progresso científico.

Em Paris no século XX, a cidade é fascinante: trens metropolitanos suspensos inteiramente automatizados, automóveis individuais silenciosos, iluminações elétricas com “fulgor comparável ao do sol”. Mas, nessa metrópole do futuro, só o dinheiro e as ciências mecânicas tem direito de cidadania, e isso sob o controle cultural do Estado.

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Este é um livro muito bom inclusive para refletir e discutir sobre questões como tecnologia, ciência, poder econômico, educação, sociedade e cultura. De maneira específica a importância da escrita, do livro e da leitura. E ainda, fazer a relação do pensamento do século XIX sobre o século XX e vice-versa.

Nas Livrarias!

 

 

É com muita alegria que divulgo aqui os mais novos loucos lúcidos! A Livraria & Cafeteria – Café com Letras e a Livrarias Curitiba.

Localizada na Avenida Camilo di Lellis, 631 – Centro – Pinhais, próximo a agência dos Correios, a Livraria & Cafeteria – Café com Letras tem um ótimo ambiente, bom atendimento e várias e excelentes opções de cafés, lanches, papelaria, presentes e é claro, livros. E lá, você pode encontrar o livro Insanidade lúcida por R$ 25,00, para quem mora, trabalha ou estuda em Pinhais, principalmente na região central é uma ótima opção.

Café com letras

 

Outra grande opção e parceira, esta mais conhecida do grande público, a Livrarias Curitiba tem muito mais que livros, tem cds, dvds, lps, eletrônicos, informática, papelaria e presentes. É uma empresa que apoia autores locais, regionais, dando oportunidades. Tanto que você pode encontrar o livro de poesia Insanidade lúcida por R$ 25,00, no site da livraria, em cinco lojas em Curitiba e nas lojas das cidades de Ponta Grossa, Maringá e Joinville.

 

Logo-Livrarias-Curitiba

 

Agradeço e estou muito feliz com a oportunidade de divulgar e espalhar a poesia em outras cidades e regiões. Que a insanidade nos faça lúcidos!

 

Contatos das livrarias:

 

https://www.facebook.com/livrariacafeteriacafecomletras/

 

http://www.livrariascuritiba.com.br/

Organização Social e Política dos Vikings

Falaremos de coisas mais cotidianas, algo pouco visto, a questão social e política viking no âmbito mais geral, levando em consideração que se fala de três ou quatro países.

A família era o alicerce para todo homem, toda a base educacional, moral, cultural e social vinha daí e o dever do homem era ajudar e sustentar a sua família.

As mulheres vikings exerciam as tarefas domésticas; fiavam, teciam e confeccionavam roupas para a família. Elas desfrutavam de certa liberdade, principalmente as que eram de uma família rica. Podiam possuir terras e outros bens e ainda cuidar do cultivo das terras, além de poder fazer comércio por conta própria.

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Exemplo do interior de uma casa viking.

As casas não tinham um padrão, variados eram os estilos de construção dependendo das tradições, das condições climáticas e da disponibilidade de material; havia também disposições predefinidas de cômodos e lugares reservados a determinadas pessoas da família.

Na educação, as meninas aprendiam a tecer e fiar; os meninos a arar a terra e a ter honra e perseverança. Ambos aprendiam as tradições e preceitos dos antepassados por narrações e assim como poucos sabiam ler e escrever, poucos meninos aprendiam as runas (o alfabeto viking).

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Alfabeto rúnico escandinavo.

A estrutura social dos Vikings era constituída por três classes sociais, os thrals (os servos ou os escravos), os jarls (camponeses) e os karls (condes) e os reis.

Existiam dois tipos de assembléias: as simples, onde cada cidade tinha uma eram chamadas de things e as regionais, as maiores, reunindo algumas cidades, com o objetivo de resolver problemas maiores, eram chamadas de landpings, com exceção da Islândia, as quais eram denominadas althings.

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Um porto Viking na Grã-Bretanha com as diversas construções vikings.

Não existiam leis escritas, somente as leis orais que eram passadas de geração a geração e baseadas fortemente na moral, honra e amizade. Com escritos de conselhos e determinações em poemas que datam do final do período viking, além das sagas e os eddas com as histórias das viagens, batalhas e mitologia nórdicas.

 

  • Agradecimento especial ao Professor Johnni Langer coordenador do Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos – NEVE pelas opiniões e dicas.

 

BIBLIOGRAFIA

A MAGIA DOS VIKINGS. São Paulo: Escala, 2007, Avulsa, 7897763412569.

ARBMAN, Holger. Os antecedentes históricos na escandinávia. In: ________: Os vikings.1ª ed. Lisboa: Verbo, 1967, p. 29 a 54.

BRØNDSTED, Johannes. O modo de vida viking. In: _______. Os vikings: história de uma fascinante civilização. São Paulo: Hemus, 19, p.209 a 245.

Edda. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Edda. Acesso em 20 fev 2017.

GIBSON, Michael. Os vikings. 2ª ed. Lisboa: Melhoramentos, 1989.

PARKER, Philip. Everyday life in Viking times. Disponível em: https://www.q-files.com/history/vikings/everyday-life-in-viking-times. Acesso em 20 fev 2017.

PARKER, Philip. Vikings A-Z. Disponível em: https://www.q-files.com/history/vikings/vikings-a-z/. Acesso em 20 fev 2017.

Vikings. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vikings. Acesso em: 18 fev de 2017.

 

PENSO LOGO LEIO! LEIO LOGO PENSO! Nº 3

Aproveitando o momento de efervescência política, jurídica e social em nosso país, apresento mais uma bela opção de leitura na área de filosofia política. Um livro que, com certeza, deve estar na cabeceira de várias figuras públicas do Brasil! E por variados motivos! Este é o livro “O Príncipe” de Maquiavel.

 

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Este livro foi escrito em 1512 por Nicolau Maquiavel que viveu de 1469 a 1527 e publicado a primeira vez em 1532, e continua trazendo um debate interessante e atual sobre os modos de agir e conduzir na política, no governo, no estado e a relação com o povo. A expressão “os fins justificam os meios” e o termo “Maquiavelismo” surgem desta obra e servem de exemplos para seguimento ou não.

Independente de qualquer coisa é uma boa leitura!

 

Referências

https://www.resumoescolar.com.br/filosofia/resumo-do-livro-o-principe-maquiavel/

http://valdenycruz.blogspot.com.br/2012/01/resumo-do-livro-o-principe-de-nicolau.html

 

Lançamento Oficial!

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No último dia 20 de abril, na Biblioteca Pública de Pinhais no Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann, às 19:30 h, aconteceu o lançamento oficial do meu livro de poesia “Insanidade lúcida” com a participação do caricaturista Osmar Ritter Jr., a importante e marcante presença do artista plástico e professor César Alves, de dois amigos patrocinadores Davi Neves e Fabio Schmidt, do Diretor de Cultura Marcos Oliveira e do Secretário Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Bruno Sitima. O evento foi realizado com muita dedicação e carinho junto a equipe da Biblioteca e do Departamento de Cultura, tanto que eu só tenho a agradecer a todos que participaram dessa organização pelo empenho, assim como agradeço a todos os familiares e amigos que compareceram e compartilharam deste momento tão especial na minha vida.

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Houve um cerimonial, uma breve fala de apresentação e apoio do diretor de cultura, uma emocionante homenagem feita a mim pela escritora Betina Pilch, que também é minha colega de trabalho, recebi um lindo presente da equipe da biblioteca de Pinhais pela grande consideração com que sou tratado por eles e depois eu pude fazer um discurso, que eu tomei o cuidado de não prepará-lo com antecedência, sobre mim, sobre meu livro, aproveitei para doar três exemplares para as bibliotecas do município, além de agradecimentos sinceros a todos que me ajudaram sejam as empresas no patrocínio, seja a família, amigos com o apoio moral, sentimental, etc., sejam os artistas que participaram ativamente da produção do livro com textos, desenhos, etc.

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O caricaturista Osmar Ritter Jr. estava fazendo e vendendo caricaturas a quem quisesse e é claro que houve a venda de exemplares do livro, autógrafos e fotos, aliás muitas fotos, dedicatórias e assinaturas.

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Familiares e vários amigos me deram a honra de estar presente e ainda tive uma grata surpresa, a Mariana, uma menina de 9 anos, estava lá com sua mãe e com muita alegria, ela me conheceu no projeto “Bate Papo com o Escritor”, gostou e pediu pra ir ao lançamento do livro, e já soube que ela devorou e adorou o livro.

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Eu até tentava imaginar mas não tinha a real dimensão de como seria lançar um livro só meu, com um evento, fotos, autógrafos, fila; eu já havia tido uma experiência parecida quando participei de antologias no colégio, mas de fato é encantador, lindo, emocionante, gratificante, algo que nos alegra, satisfaz e complementa. Novamente muito obrigado a todos, em especial minha família e minha esposa, que contribuíram de alguma forma para tornar realidade este sonho! E que venham outros eventos, e principalmente, outros livros!

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PENSO LOGO LEIO! LEIO LOGO PENSO! Nº 2

Hoje trago mais uma indicação de um belíssimo livro de poesia escrito por uma importante e admirada escritora paranaense, a qual tive a honra e a alegria de tê-la escrevendo o prefácio do meu livro, ela é Adélia Maria Woellner, o livro “Tempo de Escolhas”.

Ela foi uma das pessoas que me instigou a buscar com mais afinco a realização do meu sonho, a publicação do meu livro. “Sempre é tempo para realizar os sonhos, alimentar a inspiração e tornar realidade o sucesso.”, assim está em uma dedicatória escrita por Adélia, em seu livro, a mim.

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Esta é uma edição comemorativa pelos 50 anos de lançamento do primeiro livro de Adélia, Tempo de Escolhas é uma coletânea que reúne poesias já publicadas e outras, ainda inéditas da poetisa paranaense.

Além disso, o livro conta com um CD com 14 poemas que foram musicados por compositores paranaenses.

Adélia não escreve apenas poemas, mas também passeou pela História, crônica e tem alguns livros infantis. Recebeu vários prêmios e faz parte da Academia Paranaense de Letras, Academia de Letras José de Alencar, Academia Paranaense da Poesia, Centro Paranaense Feminino de Cultura, Centro de Letras do Paraná e União Brasileira de Trovadores.

Referências:

http://editorainsight.com.br/loja/poesia/tempo-de-escolhas/

http://www.academiapr.org.br/academicos/cadeira-15/